Uma intervenção cirúrgica na mama, seja de cariz estético ou funcional, levanta frequentemente uma série de dúvidas e questões, sobretudo quando a mulher ainda pretende engravidar e realizar a amamentação.

Sendo uma das áreas anatómicas mais populares em termos cirúrgicos na atualidade, é importante esclarecer alguns “mitos” criados em torno da mamoplastia e do aleitamento.

Ocorrem alterações na sensibilidade mamilar que, embora não contribuindo favoravelmente, não se comprovaram impeditivas da amamentação.

A interferência na anatomia glandular da mama, que é comum às diversas intervenções cirúrgicas, deve ser minimizada com uma técnica atraumática e cuidadosa, que preserve a funcionalidade de glândula*.

Desta forma se compreende que, o esclarecimento e acompanhamento da paciente é fundamental, seja numa fase muito precoce (pré-operatório de uma mamoplastia) quando ainda não se pondera uma gravidez ou sequer o aleitamento, quer posteriormente, após a intervenção cirúrgica, quando a amamentação está a ser planeada ou a decorrer**.

De facto, a literatura demonstra que, a associação de um conjunto de fatores (dos quais se destacam: a falta de informação ou informação errónea e o desencorajamento da recém-mama)  a um contexto sociocultural próprio (em que esta mulher se insere), são aspetos determinantes no sucesso da amamentação em pacientes já submetidas a cirurgia mamária.

Por ultimo, é essencial enfatizar a necessidade de um esclarecimento abrangente nas mulheres que procuram um cirurgia e pretendem um dia amamentar.

Como referido, as duas situações não são mutuamente exclusivas, pelo que a mulher pode usufruir de ambas, sem ansiedade e com confiança.

Referências
Aesthet Surg J. 2008 Sep-Oct;28(5):534-7. The effect of breastfeeding on breast aesthetics.
Breastfeeding after reduction mammaplasty using different techniques