Os Estados Unidos, o Brasil e o Japão são os três países que mais recorrem a cirurgias plásticas, de acordo com o relatório divulgado em 2017 pela International Society of Aesthetic Plastic Surgey. De entre as intervenções, a que lidera é a da mamoplastia de aumento.

Portugal não está na lista dos 24 países. No entanto, segundo apurou o “Expresso” em 2017, Portugal importa 15 mil próteses mamárias, sendo que mais de 70% são para embelezamento. As mulheres entre os 20 e os 40 são as que mais recorrem a esta cirurgia, sendo que os 25 anos são a idade mais comum para esta intervenção, segundo indicam dados de clínicas especializadas avançadas ao mesmo jornal.

Há um receio comum entre as mulheres que desejam recorrer a esta cirurgia plástica, o que faz sentido tendo em conta a faixa etária em questão.

Amamentar com silicone é um problema? Poderá diminuir a produção ou alterar as características do leite? Poderá impedir a sua passagem e fazer com que o aleitamento não seja possível?

“Uma intervenção cirúrgica na mama, seja de cariz estético ou funcional, levanta frequentemente uma série de dúvidas e questões, sobretudo quando a mulher ainda pretende engravidar e eventualmente amamentar. Sendo uma das áreas anatómicas mais populares em termos cirúrgicos na atualidade, é importante esclarecer alguns mitos criados em torno da mamoplastia e do aleitamento”, diz à MAGG Ana Silva Guerra, cirurgiã plástica reconstrutiva e estética.

Nem todas as técnicas são favoráveis

“A maior parte das pessoas pensa que, pondo implantes, não pode amamentar ou que isso pode prejudicar o bebé.” Segundo a médica, as duas ideias estão erradas: “Podem amamentar perfeitamente com implantes. Não há transferência ou contacto do leite com silicone. O leite mantém as suas características independentemente do aumento mamário.”

Mas há várias formas de introduzir implantes mamários. E nem todas são ideias para amamentar. Dos quatro métodos possíveis, há, segundo a médica, dois mais comuns: a incisão inframamária, em que o implante é colocado através do limite inferior da mama, e a incisão peri-aureolar, em que se introduz o silicone pelo limite inferior da aureola — zona em torno do mamílo.

“A interferência na anatomia glandular da mama, que é comum às diversas intervenções cirúrgicas, deve ser minimizada com uma técnica atraumática e cuidadosa, que preserve a funcionalidade de glândula”, diz a médica. Portanto, destas, apenas uma garante absoluta segurança da capacidade de aleitamento materno…

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