O desenvolvimento mamário é um marco importante no desenvolvimento da jovem adolescente. Representa, juntamente com outras alterações, a transição para a idade adulta.

A mama inicia o seu “crescimento” entre os 8 e os 13 anos normalmente, sendo a média os 11 anos e meio. Durante 2 a 4 anos, continua a ocorrer crescimento e as mamas vão adquirindo a sua forma definitiva. Nas jovens caucasianas o inicio do desenvolvimento mamário é ligeiramente mais tardio, comparativamente às jovens afroamericanas (10 anos vs 8 anos).

“As mamas nunca são iguais” é costume dizer-se, e de facto, mesmo durante o seu desenvolvimento, poderá haver diferenças. O crescimento mais rápido de uma relativamente à outra pode condicionar alterações na forma, assimetria de tamanho e posição, quer da mama quer da aréola e do mamilo. A assimetria geralmente atenua-se com o tempo, podendo mesmo desaparecer.

Na maioria dos casos estas situações são fisiológicas. Isto é, não tem uma causa patológica na sua génese. Porém, numa minoria dos casos é possível identificar uma razão que justifique as alterações anatómicas. Nas crianças e adolescentes, ao contrario dos adultos, as causas malignas são raras.
Assimetria mamária fisiológica – assimetria evidente, exame clínico normal, exames de imagem sem alterações. Perfil endocrinológico e desenvolvimento sexual dentro da normalidade.

Assimetria mamária congénita – o Síndrome de Poland responde pela maioria destes casos e associa-se a um hipodesenvolvimento mamário no lado afetado, com presença apenas de parte do músculo peitoral do lado afetado. O músculo peitoral é o músculo que se encontra logo abaixo por causa.
Assimetria relacionada com doenças.

Assimetria mamária iatrogénica – assimetria decorrente das cirurgias prévias (biópsias)
Outras causas (ex: Escoliose).