As olheiras são um tema universal entre a população feminina, sobretudo depois dos 40!Falta de sono, stress do dia a dia, a genética e o passar do tempo são as causas major deste problema.

Soluções? Poucas e não há nenhuma totalmente eficaz.

A pele da pálpebra inferior vai ficando mais fina, mais frágil, deixando transparecer o contorno muscular que lhe está subjacente. É o musculo orbicular, responsável pelo encerramento do olho que se torna cada vez mais percetível e torna aquela região mais escura.

Não há forma de melhorar a tonalidade do sulco que se inicia no canto interno do olho e segue até à bochecha, com tratamentos não invasivos.

O que aconselhamos é um tipo de preenchimento específico com Restylane Lift. O objetivo é dar volume ao sulco, discretamente, em pequena quantidade, para que o declive entre a pálpebra e a bochecha deixa de existir.  Aconselhamos a utilização de um agente com propriedades vasoconstritoras em associação ao preenchimento com o filler.

É indolor, os resultados são imediatos e contam com uma longa duração (normalmente superior a um ano). O segredo é, uma vez mais, não exagerar. Pouco volume de cada vez e um retoque, se necessário às três semanas pós tratamento.

Para os casos mais dramáticos, que não melhoram significativamente com o tratamento combinado propomos uma terapêutica mais interventiva. Normalmente nestes casos, o problema é a tonalidade muito escura da olheira e nada que possamos fazer, a titulo não invasivo, vai melhorar radicalmente este aspeto.

O autoenxerto de gordura, sob a forma de um “nanoenxerto” é a melhor solução. Ao colocarmos uma fina camada de gordura entre a pele e o músculo, estamos a diminuir a transparência dessa pele e a “esconder” o musculo por baixo.

Uma pequena quantidade de gordura é suficiente. Todo o transplante de gordura está associado à absorção ou perda de uma percentagem da gordura aplicada. Dependo das caraterísticas individuais de cada um, do curso do processo cicatricial, dos hábitos tabágicos, a percentagem pode ser tão elevada como os 50%. Em condições ideiais perde-se menos de 20% da gordura transplantada.