A perda massiva de peso é cada vez mais uma realidade. São cada vez mais os casos que nos chegam de doentes que, de uma ou outra forma, perderam quantidades significativas de quilos!O que fica depois do esforço é uma mente renovada, muito mais lúcida e determinada do que antes. Novos hábitos, novas rotinas e uma vida mais saudável. Voltar ao que era está fora de questão! Há que remodelar o que ficou, pois agora, corpo e mente não combinam, definitivamente!

O processo reconstrutivo consiste na remoção do tecido extra, remanescente, que ficou depois da perda de volume. Aquando do ganho de peso há uma expansão da pele e do tecido celular subcutâneo. Quando o volume se perde, o que fica é o ‘envelope’, flácido e caído.

A reconstrução faz-se por etapas. Não podemos abordar todas as áreas corporais de uma só vez, por questões de segurança do doente e da otimização de resultados.

Lower body lift’ – remoção de uma ‘faixa’ de tecido circunferencial, na porção inferior do tronco, ao longo de todo o abdómen e dorso.

‘Upper bodylift’ – remoção de tecido em excesso circunferencialmente, em toda a extensão do tórax até ao dorso, abrangendo também os braços. Reduzir o excesso de tecido pêndulo nos braços é uma vitória para muitos pacientes. Se não o fizerem, o estigma acompanhá-los-á e isso incomoda profundamente. Reestruturar a mama, remover o excesso de pele, restabelecendo a posição normal do peito que deixa de estar caído e vazio.

‘Cruroplastia’ – a intervenção que aborda as coxas. Os membros inferiores ficam deformados pelo excesso de tecido e gordura que ainda remanesce nas pregas. A cicatriz fica ao longo da face interna da coxa e na virilha.

Estas intervenções vão muito além da cirurgia estética.

Na maioria destes casos, a cirurgia reconstrutiva vai permitir transformar vidas.

Estes pacientes perderam muito peso e, só isso, já é uma grande mudança. Porém, falta percorrer o ‘resto’ do caminho para que voltem a reencontrar-se consigo próprios.