Futuras mamãs babadas que querem amamentar podem respirar de alívio. Ao contrário do que diz o senso comum amamentar não causa nem aumenta a flacidez da mama.

O que acontece durante a gravidez é que as mamas aumentam muito de volume como resultado do desenvolvimento das glândulas que irão produzir o leite (independentemente da vontade da mulher de amamentar ou não). Para albergar o “novo” volume da mama a pele é obrigada a esticar, a distender-se e, quando tudo retorna ao normal dentro da mama, é expectável que a pele se apresente flácida. Desta forma se compreende que a gravidez sim, mas não a amamentação, influi na flacidez dos seios. O número de gestações, por conseguinte, vai afectar a flacidez mamária*.

Outro aspecto importante é a duração da amamentação e a sua influência na mama. De igual modo, e como o aumento do volume glandular ocorre como consequência da gravidez, é mais importante o número de gestações do que a duração da amamentação.

É comum haver referência a uma mama “mais preguiçosa que ficou menos estragada”. De facto, se o corpo preparou melhor uma das mamas para amamentar, aumentando-lhe o seu componente glandular é normal, que essa mama privilegiada venha a experimentar mais amplas variações de volume e que se torne mais pendente (ou ptótica) e mais flácida.

Os benefícios da amamentação são reconhecidos globalmente e, para além de não causar deformação nos seios, amamentar ajuda a recuperar o peso ganho na gestação. Se amamentar exclusivamente o bebe durante os primeiros 6 meses a mulher perde, em média, cerca de 500g por semana*. Adicionalmente, os benéficos alargam-se à redução da probabilidade de desenvolver cancro da mama e do ovário no futuro.

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Referências
Rinker B1, Veneracion M, Walsh CP. (2008). The effect of breastfeeding on breast aesthetics. Aesthet Surg J. , 28(5):534-537.
Thibaudeau S, Sinno H, et al. (2010).The effects of breast reduction on successful breastfeeding: A systematic review. J Plast Reconstr Aesthet Surg . 63: 1688-1693.